In Políticas públicas, Saneamento

A divulgação das delações dos executivos da Odebrecht incluiu, além de uma grande quantidade de políticos (para se ter ideia foi autorizado a abertura de investigação contra oito ministros do governo federal, três governadores, 24 senadores e 39 deputados federais), um tema muito recorrente no blog Cidade das Águas: As privatizações no saneamento.

Que a área de saneamento tem sido de grande interesse da empresa nas últimas décadas não é uma grande novidade. Entretanto, com as delações foi dito abertamente que doações ilícitas para campanhas de políticos foram uma das formas utilizadas pela Odebrecht Ambiental (empresa do grupo Odebrecht vendida para um grupo canadense no fim do ano passado) para ampliar a participação nesse ramo de negócios, conforme é apresentado em pelo jornal Valor.

Em uma reportagem do jornal O Globo é citado que a empresa distribuiu ao menos R$ 24,5 milhões por meio de propina e caixa dois para políticos de 12 estados do país com a finalidade de fechar contratos na área.

O tema que já foi abordado inúmeras vezes aqui, passa a ter um novo componente no debate: a influência econômica pela distribuição de propina, sobre a decisão dos agentes públicos em privatizar ou não uma empresa pública de saneamento e suas consequenciais para o setor e para a qualidade dos serviços. Afinal, seria coincidência que no Estado do Rio de Janeiro, algumas das cidades em que prefeitos foram acusados de receber dinheiro ilegal para privatizar o setor, apresente desempenho abaixo da media no alcance da rede de saneamento básico?

Para ler mais sobre o tema acesse:

 

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